Vida de Rookie: Conversamos com jogador antes do Draft e agora após temporada de calouro digna de filme

Na semana antes do Draft queria fazer uma entrevista diferente. Em 2016 o FA Hoje conversou com um dos prospectos mais discutidos, o alemão Moritz Boehringer. Só que histórias de Cinderela como essas não são a realidade, são apenas a ponta do iceberg. São 253 seleções, mas milhares disputam essa vaga, a maioria esmagadora que você nunca ouve falar e que vão assistir tudo da sala de casa, roendo as unhas e rezando. Esse é o mundo real para um jogador universitário e que sonha entrar na NFL. Era isso que queria capturar.

Depois de muita pesquisa e conversa, meio que por acaso, encontrei o personagem perfeito. Colin Holba, da Universidade de Louisville. Mesmo sendo considerado por muitos sites o melhor de sua posição, as chances dele ser draftado eram muito baixas porque ele atua como Long Snapper, o cara que dá o snap em punts e field goals (sim, tem alguém específico para isso). Holba foi muito simpático e foi realista quanto às suas chances e o processo. Felizmente ele acabou draftado na sexta rodada pelo Pittsburgh Steelers, um grande feito para um LS. Só que a história dele estava apenas começando.

A passagem pelo Pittsburgh Steelers foi curta.

Colin não conseguiu uma vaga no elenco final dos Steelers e foi cortado na reta final do Training Camp. Poderia ter sido o final de sua carreira de jogador profissional da NFL. Os dias tornaram-se semanas, passaram a ser meses e a oportunidade não vinha. Até que no dia 14 de novembro veio a chance de fazer um teste com o Jacksonville Jaguars, chance essa que o jogador agarrou, se tornando o LS titular da equipe. Dois meses depois, na segunda rodada dos Playoffs, a Lei do Ex mostrou-se mais uma vez implacável e Holba conseguiu derrotar time que o cortou em um jogo emocionante.

E agora, quase dez meses depois da nossa primeira entrevista, Colin Holba conversou novamente com o FA Hoje. Mais experiente, o Long Snapper foi franco sobre o que fez de errado em seu ano de rookie, falou sobre o gostinho de ter derrotado o time que o cortou e muito mais. Confira!

 

FA Hoje: Uma montanha russa de emoções na sua primeira temporada na NFL: foi draftado (algo não muito comum para Long Snappers), cortado durante o Training Camp, acabou assinando com o Jacksonville Jaguars e foi até à Final da AFC. Já deu tempo de processar tudo isso que aconteceu? Como você descreveria a sua temporada de rookie?
Colin Holba: É, ela meio que acaba rápido, especialmente quando você estava ganhando no último quarto, faltando dez minutos para chegar no Super Bowl. E depois tudo que você vê na televisão é sobre o Super Bowl, então é duro porque estive tão perto de chegar lá. Acho que tive um ano de rookie bem sucedido, obviamente eu não queria ser cortado por Pittsburgh, mas é parte da vida na NFL. Isso meio que abriu os meus olhos para o quão rápido as circunstâncias podem mudar e me ajudou a me focar na minha próxima oportunidade.

FA Hoje: O quão difícil é o ajuste dos Universitário para os Profissionais? O que muda ou fica mais difícil na NFL?
Colin Holba:
No College o Long Snapper não precisa bloquear em punts. Então ser o cara no meio da linha e que precisa bloquear na NFL contra alguns dos melhores atletas no mundo é o maior ajuste que você precisa fazer. Todos os caras lá são fortes e rápidos, me acostumar a bloquear e os ângulos foi o meu principal ajuste.

FA Hoje: Se você pudesse voltar no tempo e dar um conselho ao Colin Holba antes do Draft, qual seria?
Colin Holba: Não se elogie. Se você quer jogar por mais de dez anos, nunca relaxe. Participando do Senior Bowl, Combine e depois ser draftado, eu meio que quis relaxar, achando que havia alcançado algo. Na verdade o que aconteceu foi que eu conquistei apenas uma oportunidade. Todo que faço agora eu penso que pode ser a diferença entre conseguir uma vaga no time ou ser cortado, então uso isso como motivação.

FA Hoje: Como foi eliminar nos playoffs o time (Pittsburgh Steelers) que te cortou no Training Camp? 
Colin Holba: Engraçado como as coisas acabaram sendo… Eu estava mais focado em vencer o jogo do que quem era o adversário. Muitos caras são cortados na NFL, é parte dos negócios. Não muitos conseguem a chance de jogar na pós-temporada, então quis aproveitar essa oportunidade e não focar contra quem estava jogando.

FA Hoje: O Jacksonville Jaguars surpreendeu todo mundo e trata-se de um elenco com muito talento e ainda jovem, então a expectativa é que vocês permaneçam competitivos por muito tempo. Qual a expectativa para a próxima temporada?
Colin Hobla: É um time super humilde e muito talentoso. Foi uma benção ser contratado por eles. Acho que tínhamos todas as peças nessa temporada, liderávamos por dez pontos no último quarto contra os Patriots em New England, então temos o que é necessário. Acho que a experiência desse ano foi importantíssima e espero que isso nos impulsione a outra grande temporada.

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