Rodada em Foco – Wildcard Round

Achou que não ia ter Rodada em Foco nos Playoffs? Se enganou! Nossa equipe continua te trazendo a melhor análise de TODOS os jogos da Pós-Temporada! Não esqueça também de escutar o melhor programa brasileiro sobre NFL, o Podcast FA Hoje!

 

Tennessee Titans 22 vs. 21 Kansas City Chiefs

 Esse jogo de playoff já foi melhor que qualquer um do ano passado [tirando o Super Bowl claro]. Os Titans derem um jeito de vencer mesmo estando perdendo por 18 pontos, em uma virada que deve entra para a história da pós-temporada.

 As 205 jardas aéres em 19 passes completos de 31 tentados para 2 TDs e 1 INT, as 46 jardas terrestres e o TD recebido de 6 [passado por ele mesmo], não são números muito vistosos, mas não refletem a grande partida que teve Marcus Mariota. O QB teve o melhor jogo de sua carreira e jogou numa intensidade incrível, protagonizando um lance história que o símbolo dessa virada.

 Um dos motivos para essa virada dos Titans é o fato da equipe não ter abandonado o jogo terrestre mesmo perdendo por 3 posses de bola. Derrick Henry teve 156 jardas em 23 carregadas e um 1 TD, e mais de 100 jardas conquistadas após o segundo tempo, mostrando que o RB está pronto para assumir o backfield dos Titans na próxima temporada.

 A concussão de Travis Kelce no fim do primeiro tempo foi de suma importância para o resultado, já que acabou tirando o passe curto dos Chiefs, mas o grande culpado é Andy Reid, que voltou a assumir as chamadas do ataque e deu apenas 11 carregadas para Kareem Hunt. Certamente o assunto repercutirá nos próximos dias e Andy Reid deverá ser bastante questionado.

 Quem não teve muita culpa no cartório foi Alex Smith, que completou 24 de 33 para 264 jardas e 2 TDs, fazendo um ótimo primeiro tempo. No segundo tempo porém, o jogador esbarrou em suas limitações e mostrou que não é mais que um game manager, não conseguindo alcançar o resultado. Claro que as jogadas tivessem chamadas melhores o resultado poderia ser diferente, por isso não podemos colocar a culpa em Alex Smith

Rodrigo Moizéis 

 

Atlanta Falcons 26 vs. 13 Los Angeles Rams

As defesas mostraram grande dinamismo no início da partida. Ao longo do jogo, perderam a soberania absoluta, com os ataques conseguindo mover as correntes. A secundária dos Falcons dava muito tempo para DL atrapalhar Goff no pocket, enquanto Aaron Donald do outro lado aproveitava a ausência do OG titular Andy Levitre.

 Quando Sean McVay mostrou criatividade nas chamadas ofensivas, conseguiu ferir a defesa dos Falcons. Robert Woods foi fundamental para confundir a defesa e abrir espaço para os companheiros. Dan Quinn, por outro lado, usou bastante Julio Jones de diversas formas, fazendo com que o recebedor impactasse diretamente o ataque.

A partida foi disputada até o fim e a disputa de ‘xadrez’ tática foi uma batalha árdua. O nível das equipes eram parecidos, mas no fim a experiência em playoffs falou mais alto e em certos lances, como no TD de Julio Jones ficou claro que o sangue frio fez diferença.

Os Falcons mostraram dificuldades na red zone e chutaram 4 FGs. Os touchdowns vieram justamente em chamadas mais criativas e com o diferencial na movimentação dos jogadores sem a bola. Quando Julio Jones marcou seu TD, todos os atletas correram para o lado oposto, deixando livre para recepção.

Marco Tulio Bayma

 

Buffalo Bills 03 vs. 10 Jacksonville Jaguars

Em playoffs vale ganhar até por 2 a 0, e com muitas dificuldades no ataque mas com muito brilhantismo defensivo, os Jaguars bateram os Bills e seguem vivos na disputa do título da temporada 2017. A equipe venceu pelo placar de 10 a 03 os Bills numa grande tarde do setor defensivo.

O head coach Doug Marrone merece muito crédito por conseguir vencer um jogo de playoff com seu QB passando para apenas 87 jardas aéreas. É nítida a limitação de Blake Bortles passando a bola e fica impressionante a imprecisão do QB até nos passes curtos.

Em compensação, o QB destacou muito mais correndo com a bola e além de ser o principal corredor do time, conseguiu importantes decidas com as pernas. Será um caminho para mascarar as deficiências de Bortles e explorar suas corridas na semana que vem contra os Steelers?

Já que o ataque não faz muita coisa, cabe a defesa ser o grande responsável por levar os Jaguars mais longe na temporada 2017. Com uma atuação de gala de todos os seus integrantes, a defesa dos Jaguars não deixou Tyrod Taylor produzir e ainda conseguiu tirar o QB do fim do jogo devido a uma lesão. É pressão na linha defensiva com Calais Campbell e Malik Jackson, sack com Myles Jack e interceptação de Jalen Ramsey. A equipe pode ficar empolgada com sua defesa pois o setor é completo em todas as suas fases e vive ótimo momento.

Apesar da ótima tarde da defesa, muita coisa terá de mudar nos Bills para 2018. O head coach Sean McDermott tem muito mais méritos que fracassos e terá importante decisão se seguirá com Tyrod Taylor como seu QB. O QB não jogou bem, mostrando muitos erros de passes e nem conseguiu correr com a bola (seu ponto mais forte) sobre a forte defesa dos Jaguars. Já a defesa fez sua parte no Wild Card deverá novamente ser o principal destaque da equipe na próxima temporada.

Frederico Maritan

 

Carolina Panthers 26 vs. 31 New Orleans Saints

 “Se” não existe no esporte, mas uma sequência de eventos no começo dessa partida nos faz refletir se o desfecho não poderia ter sido diferente. O Carolina Panthers chegou na redzone e Cam Newton conseguiu uma passe perfeito para Kaelin Clay numa terceira descida, que o WR dropou dentro da endzone. Logo em seguinte Graham Gano, o kicker com melhor aproveitamento na temporada, errou um chute curto de 30 jardas. Saints recuperam a bola e Drew Brees encontra Ted Ginn Jr. para um TD de 80 jardas. Ao invés de sair na frente ganhando por sete ou três pontos, os Panthers acabaram atrás por sete logo de cara.

 Alvin Kamara e Mark Ingram não jogaram bem, em parte pela boa atuação do front seven dos Panthers, claramente focado em parar os dois. Preocupa um pouco porque a dupla não terminou tão bem o ano como começou, ainda mais porque na próxima semana o adversário tem uma defesa ainda melhor, o Minnesota Vikings.

 O New Orleans Saints tem um luxo, no entanto, de ter uma dupla fantástica no backfield e quando eles não funcionam, colocar a bola na mão de um dos maiores QBs da história. Mais descansado do que de costume chegando em janeiro, Drew Brees teve um primeiro tempo perfeito e ainda foi muito bem em momentos chaves na segunda etapa. A conexão dele com Michael Thomas é uma das mais assustadores dos times ainda nos playoffs.

 Graças a vitória a decisão de Sean Payton de tentar converter uma quarta para duas jardas no meio campo com dois minutos para o fim do jogo não será tão discutida. Eu particularmente não tenho problema com a chamada, Payton sempre foi um head coach agressivo, que chamou um one side kick para começar o terceiro quarto em um Super Bowl, e acredito que ser ousado nessas situações vai te ajudar mais do que ser conservador no geral.

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