Estudo encontra doença degenerativa em 110 de 111 cérebros de ex-jogadores da NFL

O futebol americano vem passando por mudanças ao longo dos anos para tentar tornar o esporte mais seguro, já que especialistas encontram cada vez mais evidências dos perigos do FA, principalmente no que diz respeito à problemas cerebrais. O ‘Washington Post’ publicou nesta terça-feira um artigo sobre mais um estudo desse campo, feito pela ‘Boston University’, que apresentou um número alarmante: de 111 cérebros de ex-jogadores da NFL doados para estudos científicos, foram detectados doenças degenerativas associadas à bola oval em 110.

A doença é a ETC (Encefalopatia Traumática Crónica) ou Demência Pugilística, por ser também associada ao boxe. Os sintomas iniciais incluem deficit de atenção, desorientação, tontura e dor de cabeça. No segundo estágio também podem incluir perda de memória, instabilidade social, comportamento instável. No terceiro e quarto estágios a pessoa pode sofrer de demência progressiva, dificuldade para se movimentar e falar, tremores, vertigem, surdez e comportamento suicida.

Os cientistas fizeram ressalvas sobre o estudo: as famílias que doaram o cérebro dos ex-jogadores falecidos o fizeram por suspeitar que eles tivessem a ETC, então não se trata de uma porcentagem envolvendo todo o universo de jogadores da NFL. Ainda assim é uma prova clara de que há relação entre a doença e a prática do futebol americano. Na pesquisa foram analisados cérebros de ex-jogadores de FA em vários níveis (colégio, universitário e profissional) e a ocorrência entre os que chegaram à NFL foi a maior. Outro ponto a se destacado é que os cérebros doados são de pessoas que jogaram nos anos 60 e 70 em sua maioria, ou seja, período bem diferente da Liga em que não haviam as medidas de segurança atual.

A NFL anunciou em setembro do ano passado a doação de 100 milhões de dólares para pesquisas relacionadas à concussão, 60 milhões para relacionadas à tecnologia dos capacetes e 40 milhões para pesquisas médicas. Em nota oficial, a Liga disse que continuará trabalhando com especialistas no assunto para melhorar a saúde dos jogadores e ressaltou que no estudo ainda aponta que ainda existem questões sem respostas neste assunto.

Ainda há muito a ser estudado no que diz respeito à ETC e a NFL vem se mostrando disposta a apoiar esses estudos. Atualmente só é possível diagnostica analisando o cérebro após a morte, então parece ser difícil analisar a efetividade das mudanças nas regras para tentar tornar o futebol americano mais seguro.

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