Abrindo o Playbook – Semana 1 foi chata, não tem como fugir

Futebol Americano é tipo pizza, até quando é ruim é bom.

Não foi uma boa rodada, não tem problema admitir isso. Você pode amar o futebol americano, estar muito feliz por ter começado a temporada regular e reconhecer que em geral tivemos jogos ruins. Não fosse o segundo Monday Night Football com o final emocionante do Chargers vs. Broncos, teria sido pior ainda.

Me surpreendeu muito vermos as defesas dominando nessa primeira rodada. 14 dos 30 times que entraram em campo tiveram menos 300 jardas no ataque, uma porcentagem maior que qualquer rodada do ano passado segundo Gregg Rosenthal, do ‘NFL.com’, e muito maior que as últimas três aberturas da temporada. Para efeito de comparação, só um time em 2016 teve média inferior a 300 jardas por jogo, o terrível Rams, que a propósito atropelou o Indianapolis Colts na semana 1.

Normalmente ataques começam na frente das defesas. O objetivo da defesa, obviamente, é parar o ataque, mas na primeira rodada eles ainda não tem tantas referências, não dá para estudar as tendências de cada time com a quantidade de mudanças pelas quais passam as equipes a cada offseason. Ainda assim vimos os lados defensivos se sobressaindo mais do que estamos acostumados. Curioso.

 

 Tarik Cohen é especial, abra o olho Jordan Howard (e quem tem o Jordan Howard no Fantasy)

Existem muitos jogadores que brilham na Pré-Temporada e depois somem da face da Terra. Tarik Cohen não é um desses. O rookie estreou muito bem, sendo o principal alvo no ataque aéreo anêmico do Chicago Bears. Cohen é extremamente divertido de se assistir jogar e já é um excelente RB de 3ª descida. Será que ele pode ser um every down back? Ainda é cedo para dizer, mas é possível. Os Bears tem uma das melhores duplas de RBs da NFL e Jordan Howard não vai mais dominar os snaps como fez no ano passado.

 

 Não vou falar sobre Fantasy Football nesse site, tudo será escrito pelo José Paulo Mendes

Apesar de me autoproclamar o melhor jogador de Fantasy Football do Hemisfério Sul, a maior parte do conteúdo sobre isso escrito no site é (muito bem) produzido pelo José Paulo Mendes, que também está no top 5 ou 10 na metade de baixo do planeta Terra. E vai continuar dessa forma depois de inocentemente discutir sobre opções no Draft com os meus dois melhores amigos e vê-los roubando minhas ideias sem qualquer escrúpulo.

Pode me mandar perguntas à vontade que responderei no Twitter (@gmoreiramartins ou @fahoje), mas no que diz respeito a Waivers vou guardar meus pensamentos para mim mesmo, devido à falta de ética desses dois “amigos”, que vocês devem ter visto na Live de segunda (eles ainda tem coragem de vir na minha casa depois disso). Mas sério, tendo dúvida de fantasy é só mandar reply que responderei (menos os dois).

 

 Disney vai tirar o conteúdo da Netflix para lançar seu serviço exclusivo de streaming em 2019

É interessante o movimento do mercado nesse momento. A Disney tem provavelmente a maior biblioteca de conteúdo que qualquer outro estúdio e vai lançar seu serviço exclusivo de streaming, um Netflix com tudo que a empresa do Mickey Mouse produz (o que é muita coisa). Aqui no Brasil a Netflix tem o monopólio desse mercado, mas nos Estados Unidos existem concorrendo como Hulu e o Amazon Prime, e tem mais gente querendo entrar na festa. Será que vai dar certo?

Não acho que dará certo cada estúdio ter o seu aplicativo. Ninguém vai assinar quatro ou cinco diferentes. A Netflix, no entanto, já está preparada para isso, já que vem cada vez mais investindo em conteúdo original. Mas sem a Disney, será que conseguirá criar séries e filmes que atraiam assinantes? Ainda mais algumas sendo bem caras, como House of Cards e The Crown.

Essa decisão me afeta principalmente por causa das séries da Marvel, das quais gosto muito. Os filmes, tanto da Marvel quanto Star Wars, não farão muita diferença porque se realmente gosto compro o Blu Ray. Acredito que para crianças será muito bom por causa dos desenhos, mas não vejo muitos adultos assinando.

Recomendação: The Big Sick

Tirando os grandes ‘Blockbusters’, grande parte dos filmes são lançados nos Estados Unidos algum tempo antes de chegar no Brasil. Já estou lendo há meses sobre o fenômeno de popularidade que foi o filme indie ‘The Big Sick’ e enfim consegui assisti-lo e olha, correspondeu ao Hype.

É baseado na história real do comediante Kumail Nanjiani. Nanjiani é paquistanês mas mora desde jovem nos Estados Unidos com a família. Seus pais querem manter ele e seu irmão na cultura paquistanesa e isso significa coisas como seguir a religião muçulmana e casar com uma mulher escolhida pelos seus pais. Kumail, que persegue a carreira de comediante, se apaixona por Emily Garner (interpretada por Zoe Kazan) que é americana e os dois começam um relacionamento. Emily, no entanto, contrai uma doença e precisa ser colocada em coma induzido. Com a sua namorada nesse estado, Kumail precisa lidar com os pais dela e também com as pressões da sua própria família.

Apesar de não parecer, é uma comédia e tem momentos engraçados, mas não espere piadas de peido ou comédia física. É um excelente roteiro, escrito por Kumail Nanjiani e pela Emily Garner de verdade, e oferece reflexões honestas sobre diferenças culturais e os desafios para lidar com elas. ‘The Big Sick’ deve ser um nome forte em premiações, talvez até como melhor filme. Assista!

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