Abrindo o Playbook – Renato Gaúcho precisa ficar no Grêmio + Lamentações da bola ao cesto

Renato Gaúcho faria um grande erro ao deixar o Grêmio pelo Flamengo

Não escondo que estou menos plugado em futebol do que nunca, mas tenho 26 anos de conhecimento que ainda posso usar. Não faz sentido nenhum o Renato Gaúcho deixar o Grêmio para assumir o Flamengo. Qual o melhor cenário possível para um treinador em time brasileiro? Ganhar um Brasileiro ou Libertadores, ficar dois anos no cargo e ser demitido após uma campanha decepcionante na próxima edição do campeonato nacional ou eliminação precoce no estadual. No Flamengo talvez nem isso, então para que Renato deixaria o conforto de Porto Alegre, onde é idolatrado, para assumir essa bomba? Pra em setembro estar desempregado?

 

Me apaixonei por um novo esporte (sério, não estou sendo irônico) 

Não é bem um novo esporte, mas 2018 ficará conhecido como o ano que me apaixonei por College Basketball. Eu acompanho basquete há bastante tempo, mas comecei a me interessar mais quando foi formado o Big 3 e de uns quatro anos pra cá só perde para a NFL na minha preferência.

Esse ano, interessado pelo Draft, comecei a pesquisar mais sobre o College Basketball, muito impulsionado pela febre Trae Young. Descobri um Podcast muito bom sobre o assunto, o One Shining Podcast, e fui me viciando. Ano passado já tinha assistido um jogo ou outro, tipo o Lonzo x Fox no UCLA x Kentucky, mas agora, em 2018, comecei a acompanhar bem antes do March Madness e assisti o torneio com bastante atenção. No primeiro final de semana do NCAA Tournament eu devo ter assistido uns oito jogos, sem exagero.

Faço isso tampando o nariz para NCAA, a CBF dos esportes americanos, é claro. Muitos fãs brasileiros de NFL ou NBA, no começo, acreditam que os universitários são meio que a categoria de base para os profissionais. Mas a comparação mais precisa seria que o College é o futebol sul-americano e a NFL/NBA são a Champions League. Eles existem por si só.

A tensão dos jogos únicos eliminatórios no March Madness é fantástica e mesmo com o torneio não tendo sido dos melhores, segundo especialistas, me diverti bastante. Duke vs. Kansas foi espetacular, ver a história que foi Loyola, a dominância de Villanova. Enfim, basquete universitário faz parte dos esportes que acompanho atentamente a partir de agora.

 

O Detroit Pistons é o time mais sem esperança da NBA e eu odeio basquete 

Mentira, eu gosto muito de basquete. Nem tanto do Detroit Pistons, que sugou todos os meus pensamentos positivos em um pouco mais de dois meses. Antes que você fale qualquer coisa, sim, eu comemorei a troca por Blake Griffin. Ele foi um dos meus jogadores favoritos e tinha esperança em vê-lo recuperando o seu melhor nível, quando foi terceiro colocado na disputa pelo MVP em 2013/14. O negócio é o seguinte:

EU NÃO ENTENDO DE BASQUETE

Eu sou fã do esporte, não sou especialista. O Stan Van Gundy PRECISAVA SABER MAIS DO QUE EU E NÃO FAZER ESSA TROCA. O Detroit Pistons foi assaltado pelo Los Angeles Clippers, PELO CLIPPERS. Nós ficamos com um time que não faz sentido com Drummond, Reggie e Blake, esse último com O PIOR CONTRATO DA NBA. E não temos a nossa escolha de primeira rodada, a menos que por um milagre ela caia no top 4. Mesmo que tivéssemos, os Pistons são o time que selecionou Luke Kennard (JJ Redick piorado) ao invés do Donovan Mitchel, Stanley Johnson ao invés do Devin Booker, mandou o Spencer Dinwiddie embora e, para não perder o costume:

Mesmo com SVG demitido, o que você vai fazer? Sem uma escolha de primeira rodada e com a folha salarial cheia, não há como melhorar o time. O contrato do Blake é introcável, Reggie um pouco menos mas teríamos que pagar para nos livrarmos. Vai trocar o Drummond? Que inegavelmente é o nosso melhor jogador? Para construir ao redor da versão atual do Blake Griffin? Enquanto isso a nova arena está vazia e continuará vazia porque não há como fugir desse ciclo de mediocridade.

A única esperança é o Blake voltar a ser o Lob City Blake (hoje em dia é Layup City). Eu disse que é a única, não disse que é grande. Ainda bem que comecei a ver a NBA bem antes de torcer para o Detroit Pistons e para ser sincero não sou torcedor fanático, muito pelo contrário. Que venham os playoffs.

Ps.: Eu me machuquei de novo jogando basquete, que esporte idiota.

 

Nos meses logo após o Oscar é mais fácil achar um esquimó no deserto do que um filme bom passando

Não fosse Pantera Negra eu não teria visto nenhum filme bom no cinema depois dos Oscars. É impressionante como não tem opções, só planos esdrúxulos para impulsionar bilheteria de forma no mínimo antiética. Estou contando as horas para chegar o dia 26, não só pelo Draft, mas também para ver Vingadores Guerra Infinita (já até comprei o ingresso). Depois de um ano bem forte para cinema com excelente indicados a melhor filme, é um pouco triste esse período. Faz sentido os estúdios guardarem os melhores lançamentos para o segundo semestre, já que é muito difícil conseguir indicações sendo lançado tanto tempo antes da premiação em si, Get Out foi exceção. Acho que vou ver Call me by your Name ou Lady Bird de novo.

 

Podcast: One Shining Podcast (The Ringer)

Já recomendei nessa coluna o Podcast do Bill Simmons e foi através dele que descobri o One Shining Podcast, os dois são do The Ringer, site do qual Simmons é dono. O OSP é um programa sobre basquete universitário, mas que conta com dois apresentadores muito carismáticos: Mark Titus e Tate Frazier. Titus é um jogador de Ohio State que quase nunca entrava em quadra, mas ficou famoso com o seu blog sobre suas “aventuras” como “esquenta-banco”. Mark “The Shark” jogou com estrelas como Mike Conley, Greg Oden e Evan Turner. Frazier é um jovem jornalista que trabalha para o The Ringer e apaixonado por College Hoops, principalmente sua antiga universidade North Carolina (onde um tal de Michael Jordan jogou).

Escutei pela primeira vez sem nem ser fã de basquete universitário e foi gostando cada vez mais. Segmentos como o Dirty Laundry me fizeram ficar viciado, de uns dois meses para cá já escuto porque o esporte havia me conquistado. Escutem o One Shining Podcast!

Ps.: One Shining Podcast didn’t drop any bags to appear here (or did they?)

 

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