Abrindo o Playbook: Qual o melhor Super Bowl dos últimos dez? Confira o ranking!

Vivemos a Era de Ouro dos Super Bowls. Nem sempre a grande final do futebol americano significava que assistiríamos a uma boa partida. Nos anos 80, por exemplo, quase sempre a decisão não foi competitiva.

Este último Super Bowl marcou uma data muito importante: o 10º que assisti ao vivo. Roger Goodell até me ligou, quis me levar para Minnesota para me homenagear no intervalo mas recusei o convite, não quis ofuscar os dois times que se esforçaram muito para chegar lá. Muito frio também, não esqueça que sou carioca.

Com dez Super Bowls assistidos ao vivo é um bom número redondo para eu fazer o que mais gosto: Rankings. Vou listá-los em ordem do jogo que foi melhor até o menos bom (porque nenhum desses foi exatamente ruim). Os meus critérios foram: o quão emocionante o jogo foi e nível técnico. Sem mais delongas, vamos lá:

10º

50 (2016) – Denver Broncos 24 x 10 Carolina Panthers

A defesa do Denver Broncos dominou completamente o melhor ataque da temporada e com isso a equipe nunca passou por dificuldades no jogo. Bom para o torcedor dos Broncos, nem tanto para quem queria ver uma partida emocionante.

 

XLVIII (2014) – Seattle Seahawks 43 x 8 Denver Broncos

Uma das grandes demolições da história do Super Bowl, desde os primeiros segundos. Tudo deu certo para o Seattle Seahawks em todas as fases do jogo.

 

XLVI (2012) – New York Giants 21 x 17 New England Patriots

O final é um dos mais memoráveis da história recente do Super Bowl, com a recepção de Mario Manningham, Ahmad Bradshaw tentando não entrar na endzone, Hail Mary quase completado. O problema é que os outros 55 minutos não acompanharam o mesmo nível do desfecho.

XLV (2011) – Green Bay Packers 31 x 25 Pittsburgh Steelers

O Pittsburgh Steelers começou muito mal a partida, cometendo muitos turnovers que o Green Bay Packers aproveitou. A equipe reagiu no último quarto, mas perdendo por seis pontos e com menos de um minuto no relógio não conseguiu converter uma quarta para cinco jardas que garantiu a vitória de Green Bay. Não é uma partida muito lembrada mas foi bem legal

 

LII (2018) – Philadelphia Eagles 41 x 33 New England Patriots

Esse jogo encontra-se no dicionário ao lado da expressão “shootout”. As duas defesas ficaram presas na neve de Minnesota e não apareceram no jogo, então vimos dois ataques trocando pontos a partida inteira. Nick Foles é um Super Bowl MVP, isso vai soar muito estranho daqui a dez anos.

 

XLIV (2010) – New Orleans Saints 31 x 17 Indianapolis Colts

Esse é o Super Bowl que mais flutuou no imaginário coletivo. O placar final não traduz o equilíbrio da partida e essa edição é cheia de lances marcantes como o Onside Kick para começar o segundo tempo e a interceptação lançada por Peyton Manning. E fora que ver Brees x Manning no auge é um presente para os fãs de futebol americano.

 

 

XLVII (2013) – Baltimore Ravens 34 x 31 San Francisco 49ers

Irmão contra irmão, último jogo de Ray Lewis, Colin Kaepernick quando ele era um dos jogadores mais populares da NFL, apagão, show da Beyonce. Teve de tudo no Super Bowl XLVII. Uma pena para os torcedores do 49ers que o segundo apagão da noite foi mental da comissão técnica da equipe quando os Niners chegaram na redzone dentro do 2 minute warning precisando de um TD para virar.

 

XLIII (2009) – Pittsburgh Steelers 27 x 23 Arizona Cardinals

Eu amo esse jogo. É uma das minhas partidas favoritas de qualquer esporte em todos os tempos. Coincidentemente é a primeira partida de futebol americano que assisti na vida. Muitos lances marcantes como a pick 6 de James Harrison, o TD da virada de Larry Fitzgerald e o outro TD da virada de Santonio Holmes.

LI (2017) – New England Patriots 34 x 28 Atlanta Falcons (OT)

 

XLIX (2015) – New England Patriots 28 x 24 Seattle Seahawks

Ok, esses dois tenho que justificar juntos. Foi MUITO difícil decidir entre os dois, é possível que se eu fizesse essa lista amanhã a ordem seria diferente. Pensei em colocá-los empatados, mas vocês sabem que nunca fico em cima do muro. O Super Bowl LI é a maior virada da história da NFL, provavelmente dos esportes americanos. Até hoje é difícil de acreditar. O SB XLIX, no entanto, tem talvez a jogada mais icônica do futebol americano (interceptação do Malcolm Butler) e o jogo ao longo dos 60 minutos foi de um nível técnico melhor. É difícil, muito difícil, mas o 49 ficou na frente do 51, o que talvez não tenha sido uma boa ideia.

 

Álbum: Room on Fire – The Strokes (2003)

“Legal Gabriel, você está nos recomendando um álbum lançado 15 anos atrás”

Justo, mas você esqueceu de uma coisa: a coluna é minha e eu faço o que quiser.

A trilha sonora da minha adolescência foi marcada por música indie como The Strokes, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, The Killers e outras bandas do tipo. Nos últimos anos, no entanto, abandonei um pouco esse estilo musical e tenho escutado mais Kanye West, Chance The Rapper, The Weeknd, Kendrick Lamar, nessa linha. Nesta semana acabei redescobrindo minhas raízes e retornando a esse álbum (ou como a criançada diz hoje em dia, hino – usei certo?) dos anos 2000.

Os três primeiros álbuns do Strokes é o equivalente da banda ao LeBron no Miami Heat. Auge do auge do auge da forma física, incrivelmente eficiente e uma das maiores sequências da história. Em geral o ‘Is This It’ é considerado o melhor CD, mas acredito que ‘Room on Fire’ e ‘First Impressions of the Earth’ possuem bons argumentos para lutar por essa coroa.

O ‘Room on Fire’ pode não ser tão regular quanto o ‘Is This It’, mas tem hits pesadíssimos e de todos os CDs da banda talvez seja o com mais músicas entre as melhores do Strokes. Parênteses: Strokes tem três ótimos CDs e depois caiu de nível. Franz Ferdinand dois, assim como Arctic Monkeys. Estão vendo um padrão?

 

Comments

comments