Abrindo o Playbook – Não vou nem fingir que escrevi sobre NFL nessa semana

Memórias de quando eu cobria a Seleção Brasileira

Quando trabalhava na Record basicamente tudo relacionado à seleção brasileira era de minha responsabilidade entre os produtores. Era o auge da minha paixão por futebol e sabia tudo sobre basicamente todos os jogadores que suas convocações não seriam algo totalmente fora da realidade. Lembro, por exemplo, quando Diego Costa foi convocado e ninguém o conhecia, e acabei explicando para vários jornalistas presentes quem era ele. Aliás, na minha época a lista era anunciada, no telão ou por um papel com os nomes, a assessoria dava alguns minutos para absorvemos e depois abria a coletiva. Não sei como é com o novo assessor de imprensa já que depois da Copa não foi a nenhuma, mas com o Rodrigo Paiva era assim. Eu sempre ia lá, lutar pela lista e depois volta para discuti-la com a repórter que me acompanhava no dia, no começo a Roberta Barroso (que hoje está na Band) e depois com a Ana Paula Gomes. Mas nem tudo foram flores

A mágoa que guardo é a seguinte. Primeiro, não sei se mágoa é a palavra certa, mas decepção mesmo. De 2012 até a Copa do Mundo eu fui a todos anúncios da lista de convocados. Menos uma, a da Copa do Mundo. Na mais importante fiquei de fora. Na época eu trabalhava em dois lugares, como repórter do site da Rádio Globo e como produtor na TV Record. Eu entrava 7h30 na Rádio e saía da TV às 20h30. Não recomendo ninguém essa maluquice. Enfim, a convocação para a Copa foi de manhã, meu horário na Rádio onde eu não seria um dos presentes, apenas postaria a lista no site. Era pela TV que iria, mas acabou que não consegui inverter meus turnos nesse dia e fiquei de fora. Não culpo meu chefe na Rádio Globo, que me apoiou e aceitou um ajuste no horário para conseguir aceitar os dois empregos, só gostaria de ter estado lá.

Sobre a convocação dessa semana? Todo mundo tem preconceito com os jogadores do Shakhtar, mas o Taison é bom. Talvez o Luan seja melhor mesmo, mas não desempenham exatamente a mesma função. O Tite sabe mais disso do que eu e você.

 

Os playoffs da NBA vão durar para sempre, aparentemente

Eu tinha 12 anos quando a última temporada de Friends foi ao ar. Depois de assistir (muitas vezes) todas as outras com a minha mãe, acompanhávamos cada capítulo mesmo que o nível da série tendo despencado na segunda metade da sua vida de 10 anos. A Warner, de forma maléfica para colocar mais comerciais, chegou a esticar episódios em um espaço de uma hora, o que é feito com séries de 45~50 minutos de duração, mesmo com Friends tendo apenas 21 minutos (17 se tirarmos as risadas artificiais). Estou dizendo isso porque sinto a mesma coisa agora vendo as finais de conferência da NBA.

Adam Silver, eu canso de te elogiar, dizer que você é o melhor comissário dos esportes americanos, mas QUATRO DIAS entre o jogo dois e o jogo três das finais do leste e do oeste NÃO DÁ. Um voo de Cleveland para Boston dura 1h20, não existe motivo para esse intervalo tão grande. Houston para Oakland são três horas, também não justifica. Se fosse um time de Los Angeles jogando contra um de Sidney, na Austrália, talvez justificasse. O que não dá é no meio das finais de conferência ficarmos tanto tempo sem basquete.

Parece enrolação para esticar a temporada e gerar mais atenção. E é exatamente o que está acontecendo. Saudades da época do David Stern, que simplesmente mandariam os árbitros manipularem o resultado dos jogos para as séries serem longas.

 

Detroit Pistons é possivelmente a franquia em pior situação na NBA

Nas minhas duas últimas colunas optei por focar em um assunto específico, então acabei não falando da demissão de Stan Van Gundy. É uma meia surpresa, não havia chance dele permanecer como General Manager mas achei que iria continuar como treinador, similar ao que o Los Angeles Clippers fez com Doc Rivers. Aliás, o dia que Popovich se aposentar acho que veremos o fim do Head Coach/GM, são duas funções completamente diferentes. Não gosto da mesma pessoa com os dois cargos na NFL e na NBA menos ainda.

Na NFL é muito mais fácil de reformular um elenco, são mais jogadores em campo, é mais fácil de limpar a folha salarial por causa dos contratos não garantidos e os treinadores tem um impacto maior em campo. Head Coaches são mais imediatistas, eles querem o atleta que vão ajudá-lo agora e a maioria não pensa muito em construir para o futuro, até porque seus empregos dependem de quantos jogos vão vencer hoje. É a função do GM pensar no cenário geral, não apenas no agora. O trabalho dele é manejar bem a folha salarial pensando no amanhã, preservas as escolhas de Draft e fazer um trabalho trazendo reforços. O do técnico é fazer com que o time jogue bem e vença.

O caso do Stan Van Gundy é um exemplo perfeito para ser colocado no livro do basquete no capítulo em que explica porque Head Coach não pode ser o GM também. Van Gundy sabia que o seu cargo estava ameaçado, então foi para o tudo ou nada com a troca de Blake Griffin. Como escreveu Rod Beard, repórter que cobre os Pistons, a troca foi basicamente Tobias Harris e uma escolha de 1ª rodada com proteção de top 3. Avery Bradley não iria renovar com Detroit e Boban foi apenas para ajeitar os valores (na NBA cada lado de uma troca não pode acabar com 25% a mais do que trocou). De qualquer jeito, foi um péssimo negócio. Eu comemorei na época, mas eu sou torcedor e não tenho nenhuma obrigação de ser racional. Blake foi um dos meus jogadores favoritos e, aliás, o SVG precisa ser mais inteligente que eu né?

Blake Griffin ainda é um ótimo Power Foward, mas fisicamente ele nem parece o mesmo da época de Lob City, agora é mais para Layup City. Griffin tem um bom jogo de Midrange, passa bem, ok de três pontos (35%) e no Leste não seria uma surpresa se for acabar sendo um All Start. Só que nem de perto ele vale os 34 milhões de dólares que recebe. Ainda mais com Andre Drummond recebendo 25 milhões. Nenhum dos times que estão no final 4 agora jogam com dois big men e os Pistons estão pagando 59 milhões aos seus. Não é uma forma eficiente de alocar os recursos.

Não faço ideia quem possa ser o novo head coach. Ou nova, já que Becky Hammon vem sendo considerada para cargos, o que acho ótimo. Adoraria ver os Pistons dando uma chance para a assistente de Pop nos Spurs, mas para o bem geral das oportunidades para mulheres se tornarem head coaches, a espero em uma situação melhor. Claro que Hammon pode ajudar a guiar os Pistons para fora desse buraco e seria um trabalho fantástico, o que ela tem tanta capacidade ou mais que qualquer outros candidato, mas quero vê-la em um time com mais talento.

 

Deadpool 2 é uma ótima continuação (sem spoiler)

A continuação de um filme deve pegar elementos do que o fez ter sucesso na primeira vez e trazer coisas novas. Deadpool 2 fez o suficiente disso, com a apresentação de Cable, subvertendo algumas expectativas e mantendo o humor no mesmo nível. Sim, esse último não mudou, mas exagerar nas piadas pode ser prejudicial. Se gostou do primeiro, vá ver esse. Se não curtiu, não vale a pena.

Sobre a classificação etária: sei que muitos dos leitores do FA Hoje não tem 18 anos e ainda assim gostariam de ver esse filme. Até acho que com um responsável o menor de idade deveria poder assistir, o que não parece ser possível em alguns lugares (duvido que essa regra será seguida fielmente no Brasil inteiro), mas tem uma coisa: tem certos filmes que não são feitos para menores mesmo, Deadpool 2 é um deles. Ok, não é feito exatamente para os adultos com o senso de humor mais maduro, mas ainda assim é para adultos. ATUALIZAÇÃO: mudaram a censura para 16 anos. Fico curioso para saber se vai ter algum corte.

 

Fazer natação

Uma recomendação um pouco diferente. Quem acompanhava as Lives sabe que não estou em posição para dar dicas de saúde para ninguém, mas se você quer praticar um esporte e não sabe qual, vá para a natação. Já pratiquei em vários momentos da minha vida e tem mais ou menos uns 14 meses desde que recomecei. É uma ótima atividade para todas as idades, risco quase nulo de lesões e não traz impacto aos seus joelhos, além de ajudar na respiração. Além disso é uma boa forma de começar o dia.

 

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