Abrindo o Playbook – Maiores atuações individuais que assisti

Nos últimos dias venho pensando muito sobre grandes atuações individuais, com o gancho sendo a performance de LeBron James no jogo 1 das finais da NBA. Não sei se ele já superou o que aconteceu, só sei que eu definitivamente não. Como será que a série estaria agora não fosse o erro de lance livre do George Hill ou a cãibra mental de JR Smith? Não dá para saber, mas não é sobre isso que quero falar. A atuação de LeBron foi uma das, se não a mais incrível que já vi de um atleta.

Eu assisto a esportes desde que me entendo por gente, muitos tipos diferentes, e tenho o prazer de poder ter acompanhado alguns dos grandes atletas da história. Por isso pensei em fazer essa lista, as grandes atuações individuais que já assisti.

Não é a lista de grandes performances do século XXI, é as que assisti a partir do meu ponto de vista. A única regra é eu ter que ter assistido ao vivo. Boa parte são em momentos decisivos, porque acho que esses marcam mais na nossa mente. Decidi também abrir para atuações que não terminaram com a vitória, porque algumas merecem ser relembradas (a do LeBron fica subentendida que entrou na lista, obviamente). Ah, e não é ranking (apesar de eu adorar um Top 10). Vamos lá!

 

– NFL

Quem: Tom Brady
Quando:
Fevereiro de 2017
Contexto:
Super Bowl LII contra o Atlanta Falcons
Preciso explicar? A maior virada da história da NFL, talvez dos esportes americanos. E não dá para dizer que Tom Brady solidificou o seu posto de GOAT, já que isso já estava garantido.

Quem: Andrew Luck
Quando: Janeiro de 2014
Contexto: Wildcard Round da AFC contra o Kansas City Chiefs
O Indianapolis Colts perdia por 28 pontos no começo do terceiro quarto, até que Andrew Luck decidiu que não perderia esse jogo e comandou uma incrível virada.

Quem: Larry Fitzgerald
Quando: Fevereiro de 2009
Contexto: Super Bowl XLIII contra o Pittsburgh Steelers
Como falei no começo, decidi que não excluiria grandes atuações que acabaram em derrotas. Larry Fitzgerald teve 7 recepções para 127 jardas e 2 TDs para coroar uma pós-temporada fantástica, com o segundo touchdown que parecia ser o da vitória. O lendário WR, no entanto, assistiu sem poder fazer nada o ataque do Pittsburgh Steelers marchar e conseguir a virada. Ainda assim, uma performance que não pode ser esquecida.

Quem: Peyton Manning
Quando: Janeiro de 2010
Contexto: Final da AFC contra o New York Jets
Não sei se é a melhor atuação que vi de Peyton Manning, mas quando penso nos grandes jogos do camisa 18 essa me vem à cabeça. Era a minha primeira temporada completa acompanhando NFL e não conseguia acreditar ao ver Peyton destruir a melhor defesa da Liga naquele ano com 377 jardas, três TDs e nenhuma interceptação.

 

– NBA 

Quem: Stephen Curry
Quando: Fevereiro de 2016
Contexto: Jogo de sábado à noite contra o Oklahoma City Thunder
Vai demorar um pouco, mas com o tempo as pessoas reconhecerão que o recorde de 73 vitórias em uma temporada só do Golden State Warriors em 2015/2016 foi um grande feito por si só mesmo sem o título. O jogo que fica marcado daquela temporada regular foi o preview das Finais de Conferência, quando o Warriors encarou o Oklahoma City Thunder em um sábado à noite em Oklahoma City. A partida caminhava para a segunda prorrogação quando Curry acertou uma cesta de três do lado esquerdo da quadra na altura do logo com um segundo para estourar o relógio.

Como você pode ver nesse vídeo, não foi um daqueles arremessos desesperados. Curry poderia ter avançado mais, mas sua confiança era tamanha que ele sabia que podia acertar dali, seu 46º ponto da noite e 12ª cesta de três da noite, que igualou o recorde na época (marca que ele quebraria na temporada seguinte, com 13). Foi uma partida em que Kevin Durant e Russell Westbrook combinaram para 63 pontos e nenhum titular do Warriors com exceção de Steph e Klay passaram de dez. O dia que o armador do GSW entrar no Hall da Fama, esse será o seu principal highlight.

Quem: Chris Paul
Quando: Maio de 2015
Contexto: Jogo 7 da 1ª rodada dos playoffs contra o San Antonio Spurs
Essa foi uma das melhores séries de playoffs da NBA que já vi e terminou em um jogo absolutamente épico. Mesmo machucado, Chris Paul teve uma atuação fantástica e, mancando, fez a cesta da vitória marcado por Danny Green e com Tim Duncan chegando na dobra

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– Futebol

Quem: Dejan Petkovic
Quando: Outubro de 2009
Contexto: 30ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009
Na época não parecia, mas foi um jogo chave na conquista do hexa campeonato do Flamengo. Petkovic fez dois gols históricos, um olímpico e outro que provavelmente foi o mais bonito do campeonato, dando a vitória na casa do então líder da competição, Palmeiras. Se você me falar que o Pet foi o mais importante para o título do que o Adriano não posso discordar 100%.

Quem: Gareth Bale
Quando: Outubro/Novembro de 2010
Contexto: Fase de Grupos da UEFA Champions League
Depois de alguns anos de auência, o Tottenham voltou à Champions League impulsionado pelo então jovem Gareth Bale. O sorteio dos grupos não ajudou o time londrino, colocando-o junto ao campeão da última edição, Inter de Milão. No primeiro confronto entre os dois, em Milão, Bale teve uma atuação histórica ao marcar três gols e infernizando a vida do lateral brasileiro Maicon, só que não foi suficiente e os Spurs perderam por 4 a 3. Em White Hart Lane veio a vingança, novamente com o galês inspiradíssimo e humilhando Maicon, impulsionando à torcida a cantar “Taxi for Maicon’, que não viu a cor da bola por 180 minutos.

 

A categoria Ronaldinho Gaúcho

2×1 contra Inglaterra na Copa do Mundo de 2002
3×0 contra o Real Madrid (no Santiago Bernabéu) no Campeonato Espanhol em 2005
5×4 contra o Santos no Campeonato Brasileiro de 2011

Não sou o maior fã do Ronaldinho Gaúcho, mas a grandeza dele é inigualável. Três das principais memórias que tenho do futebol foram protagonizadas por ele, que seria até um desperdício de tempo descrever porque palavras não fazem justiça e vocês sabem do que estou falando. O primeiro (ordem cronológica) foi o lendário jogo contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 2002, o segundo foi o dia que ele foi aplaudido no Santiago Bernabéu e o terceiro foi uma das melhores partidas que assisti de qualquer esporte, quando Ronaldinho mostrou que podia colocar novamente a coroa de melhor jogador brasileiro por uma noite, tirando-a de Neymar.

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História curiosa desse Brasil x Inglaterra. Para a criançada tipo o nosso Rodrigo Moizéis, essa Copa foi realizada no Japão e Coréia do Sul, o que significava que muitos jogos eram realizados na madrugada por conta do fuso horário. O primeiro horário era três da manhã, no qual a seleção jogou uma vez na primeira fase contra a Costa Rica na terceira rodada de fase de grupos. Eu tinha dez anos e os meus pais não me acordaram, o que deixou louco de raiva. A partida contra a Inglaterra seria na mesma hora e meus pais novamente disseram que não iriam me acordar porque eu tinha aula no dia seguinte (eu tinha 10 anos na época). Então roubei o relógio da sala, coloquei o despertador e acordei na hora para assistir, o que foi uma ótima decisão da minha parte.

 

– Outros Esportes

Quem: Roger Federer
Quando: Janeiro de 2017
Contexto: Final do Australian Open
Assisto tênis desde pequeno por influência da minha mãe, não vou dizer que vejo todos os torneios mas sempre acompanho com atenção os quatro Grand Slams. Roger Federer é um dos meus atletas favoritos, não só porque assim como eu ele nasceu no dia oito de agosto, mas por sua excelência. Antes desse jogo o último Major que Federer havia vencido era Wimbledon em 2012, ele ainda era um ótimo tenista mas parecia cada vez mais certo que os grandes títulos haviam ficados para trás. Depois de 2016 marcado por lesões. o suíço voltou a levantar o troféu do Australia Open vencendo seu grande rival, Rafael Nadal, em cinco sets, uma batalha épica. Tenho muitas memórias de Federer, mas essa é a mais especial.

 

Quem: Anderson Silva
Quando: Fevereiro de 2010
Contexto: UFC 126
A grande explosão da popularidade do UFC no Brasil, com dois grandes brasileiros se enfrentando pelo cinturão dos pesos médios. Eu tinha pouca ou nenhuma noção do que era o Ultimate Fighting Championship, mas lembro da grande repercussão na mídia, que intrigou meus amigos e eu a comprarmos o pay per view. Lutamos contra o sono até três da manhã para ver três minutos de luta, com Anderson Silva destruindo Vitor Belfort com um só chute. Um dos momentos mais icônicos do esporte verde e amarelo, além de ser uma coroação ao maior lutador de MMA de todos os tempos.

Quem: Ian Thorpe
Quando: Agosto de 2004
Contexto: Final dos 200m livre nos Jogos Olímpicos de Atenas
Debati com o resto da equipe do FA Hoje se esportes individuais deveriam entrar. O Zé e o Rodrigo concordaram que lutadores e tenistas mereciam, mas atletas da natação e atletismo não fazia muito sentido. Vou ignorar a opinião deles e colocar o meu momento favorito de qualquer esporte na história das Olimpíadas. Ian Thorpe, que havia dominado a edição anterior, venceu a grande prova da natação contra o jovem Michael Phelps e Pieter van den Hoogenband, holandês que conquistou sete medalhas olímpicas na sua carreira. Um clássico!

 

Música: Novo álbum do Pusha T

Pusha T está envolvido em uma grande polêmica com Drake, trocando diss tracks, mas isso tirou um foco do seu último álbum, Daytona, que é ótimo. Além das músicas serem ótimas, ele tem um grande ponto positivo: é bem curto. Sete músicas, cada uma girando em torno de três minutos, excelente. Mais ou menos o mesmo formato do Ye, o novo trabalho de Kanye West, espero que seja uma tendência.

Aproveitando que estou aqui, não acho que a “vitória” tenha sido tão clara assim para o Pusha T. A diss track do Drake para ele também foi ótima e achei que o Pusha baixou muito o nível. É a minha opinião de leigo que entende muito pouco de rap.

 

 

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