Abrindo o Playbook – JPP nos Bucs é mais uma jogada de Poker dos Giants com a 2ª escolha geral

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Depois de uma curta folga de duas semanas, motivada pela maluquice que é a abertura do Mercado de Free Agents, a melhor coluna de variedades em um site brasileiro destinado à cobertura da NFL está de volta. Para quem não viu no Twitter e quer saber quem ganhou o bolão do Oscar que eu e a Giovanna Celestini, nossa correspondente de cultura pop, disputamos, pode ficar tranquilo: eu ganhei por 3 a 2.

 

New York Giants se livra de um contrato ruim e continua o seu jogo de poker com a 2ª escolha geral ao trocar JPP

Enquanto estava escrevendo essa coluna saiu a notícia de que Jason Pierre-Paul havia sido trocado pelo New York Giants para o Tampa Bay Buccaneers, então ainda estou no calor do acontecimento. O que todo mundo quer saber é no que isso altera os planos dos Giants no Draft e é uma primeira pergunta justa, mas vamos por partes.

A primeira reação geral no Twitter foi dizer que isso significa que a franquia vai draftar Bradley Chubb. Eu continuo com o meu palpite que será um quarterback e acredito que o objetivo do GM Dave Gettleman é justamente esse, causar dúvida. Se ninguém sabe se Giants vão selecionar um QB ou Bradley Chubb/Saquon Barkley, os times de olho num passador não podem simplesmente ir atrás da 4ª escolha geral dos Browns. E com a 3ª fora do mercado, a única forma de garantir a seleção de um nome do trio Rosen-Darnon-Allen é negociar com o New York Giants e não será nada barato. Não que a franquia queira sair de lá, mas uma proposta monstruosa com múltiplas seleções de primeira rodada muda a opinião de qualquer um.

A troca por si só faz sentido. Para um time que não é exatamente competitivo, não faz sentido gastar cerca de 33 milhões de dólares por temporada em uma dupla de pass rushers. E entre Olivier Vernon e Jason Pierre-Paul não há dúvida quanto a quem deve ser mantido, é Vernon. JPP é um bom jogador, mas nunca repetiu o desempenho monstruoso de 2014 quando parecia um dos melhores Pass Rushers da NFL, não importa quantos dedos ele tem na mão. O seu contrato não era bom para a franquia,

Essa troca não parece ser a de um time que vai para o tudo ou nada, como muitos especialistas acreditam quando apontam a seleção de Saquon Barkley. Com essa versão de Eli Manning não dá para ser campeão. A decisão de Jason Pierre-Paul me faz acreditar que o New York Giants querem reagrupar para melhorarem a médio prazo. Existe talento suficiente no elenco para não começar do zero, mas são necessários reforços em várias áreas. Se vier a proposta dos sonhos, com possivelmente três escolhas de primeira e múltiplas em rounds menores, ótimo. Se não acontecer, a equipe seleciona um QB e começa o processo de transição na posição mais importante do esporte.

Do lado do Tampa Bay Buccaneers, a equipe ainda está naquele período mágico em que o seu Franchise Quarterback está no contrato de rookie. A franquia possui bastante espaço na folha salarial e uma necessidade na posição de Edge Rusher, faz total sentido a contratação. Em uma divisão que seis dos seus 16 jogos são contra Cam Newton, Matt Ryan e Drew Brees, não conseguir pressionar o QB adversário é uma sentença de morte.

 

Olho no Houston Texans

Não sei se a contratação de Tyrann Mathieu recebeu tanto destaque quanto deveria. Tudo bem, não é 2015, mas ao contrário de JJ Watt, Mathieu estava jogando no ano passado e muito bem, só não ganhou os holofotes porque o Arizona Cardinals não brigava por nada. O Honey Badger pode mudar a secundária dos Texans de patamar com sua versatilidade e acredito que a comissão técnica da equipe vai saber utilizá-lo da mesma forma criativa que os Cardinals usavam. Imagina se Watt voltar jogando, sei lá, 75% do que era antes, junto com Jadeveon Clonwey e a nova aquisição da franquia, existe algum trio de defensores melhor na NFL? Difícil.

A única questão fica pela saúde de Deshaun Watson. O quarterback se machucou em novembro de 2017 e o Houston Texans precisa ser muito paciente com sua recuperação para evitar um Robert Griffin III 2.0. Watson tem um temperamento bem diferente de Griffin, então não veremos esse filme se repetir, mas o jovem QB precisa ter paciência em seu retorno. Se ele não tiver a mesma mobilidade logo de cara vai ser natural que o ex-jogador de Clemson tenha dificuldades, já que parte do seu sucesso foi justamente por causa da sua capacidade de produzir com as pernas, mas conforme ele for se adaptando à NFL e evoluindo o veremos causar um estrago maior como passador.

Existem algumas interrogações, mas poucos times da AFC tem um teto tão grande como o Houston Texans. Se JJ Watt voltar a ser o que era antes das lesões e Deshaun Watson mostrar estar 100% logo na Semana 1, os Texans são um dos maiores candidatos, se não o maior, a destronar o New England Patriots na Conferência Americana.

 

New York Jets e Indianapolis Colts fizeram uma rara troca boa para os dois lados

Confesso que fiquei surpreso ao ver o sentimento de que o New York Jets foi assaltado pelo Indianapolis Colts que rolou nos comentários da matéria do FA Hoje sobre a troca. Os Jets precisavam subir para ficar mais perto de selecionar um QB e, mais importante, impedir que o Buffalo Bills pulasse na frente. Os Colts já possuem um QB e muitos buracos no elenco, agora estão com três escolhas extras de segunda rodada. Não vejo nenhum desequilíbrio.

O que você precisa ter em mente é que essa troca não acontece entre dois times em um vácuo. O Buffalo Bills também queria a escolha do Indianapolis Colts, então foi aberto o leilão. Entendendo esse cenário, três escolhas de segunda rodada não é absurdo. Para os Colts era muito mais interessante trocar com os Jets, já que são grandes as chances da equipe poder selecionar entre os mesmos jogadores com a 6ª do que iria com a 3ª. As duas franquias estão felizes. Nova York pode escolher um QB que será um Bust? Sim. Indianapolis pode pegar três atletas que não estarão mais no time daqui a dois anos? Também. No papel, no entanto, faz sentido para os dois lados.

 

 

Vídeo Game: Super Nintendo Classic

O primeiro vídeo game que tive foi um Super Nintendo lá nos longínquos anos 90. Ele foi o responsável pela minha formação como apaixonado por jogos eletrônicos, depois de muitas e muitas horas com os seus controles de fio e assoprando cartuchos para funcionarem. No ano passado a Nintendo lançou uma edição especial, o SNES Classic, e enfim coloquei minhas mãos nele e foi tudo que podia sonhar.

São 21 jogos que vem na memória e, ao contrário dos vídeo games atuais com as suas constantes atualizações que levam horas, é só plugar e jogar. No momento que sentei e comecei a jogar Super Mario World foi como se tivesse sido transportado de volta ao final dos anos 90. Clássicos como Super Mario Kart, Kirby Superstar, Donkey Kong e Zelda ainda são excelentes de se jogar, não só pela nostalgia. A única coisa que não gostei é não haver um método de adicionar jogos sem ser por hack.

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