Abrindo o Playbook – Fim do Rock’n’Roll, lesões na Pré-Temporada e muito mais!

Hoje quando acordei segui minha rotina e abri o Twitter para ver o que estava acontecendo no Mundo. Nada muito relevante, a não ser um tweet do jornalista José Noberto Flesch com uma lista de possíveis atrações do próximo Lollapalooza aqui no Brasil. Entre as mesmas atrações de sempre como Lana del Rey e Imagine Dragons, dois nomes bem diferentes: Chance the Rapper e Tyler the Creator. E ainda há boatos de que Kendrick Lamar possa se apresentar, com os três possivelmente formando um pesadíssimo dia do Hip Hop no festival, que seria muito forte até para padrões internacionais. Isso no Lollapalooza brasileiro, que tem em sua raiz o rock alternativo. Inicialmente ia escrever que o gênero todo, não só o subgênero de The Strokes e Arctic Monkeys, estava em declínio, mas não é verdade: ele já morreu.

Caminhamos para um mundo do entretenimento cada vez mais segmentado, com conteúdo em demanda a lá Netflix sendo um fator importantíssimo para isso. Game of Thrones é a última série que todos assistem e dificilmente terá uma substituta quando acabar. Bill Simmons e Malcolm Gladwell já falaram sobre isso em um Podcast, sobre o “centro” da cultura. Bandas de Rock costumavam ter esse papel central na música, tanto que quando alguém é muito popular nos referimos a essa pessoa como um “rockstar”. Mas não existe mais nenhuma banda que ocupe esse espaço. Não existe nenhum grupo ultrapopular que encha estádios pelo planeta que tenha sido criada nos últimos dez anos. O declínio já aconteceu e o Rock’n’Roll não é mais o grande estilo musical. Nunca mais existirá apenas um estilo tão popular quanto ele foi, mas o topo da cadeia alimentar agora é do Hip Hop. É o que o rapper Kanye West já vem dizendo desde 2013: eles são os novos “rockstars”.

Na minha adolescência eu só escutava rock, principalmente na linha The Strokes e Arctic Monkeys. Minha banda favorita de todos os tempos é Oasis. Nunca foi muito fã de rock clássico, Led Zeppelin e etc. Confesso que estou um pouco enjoado desse estilo. Não tem mais nada novo no rock, nenhuma inovação, nova banda, nada. Talvez não seja possível mesmo, afinal existe um número finito de acordes. Não é que eu não goste mais, mas por melhor que seja uma banda é necessário que ela inove para se manter relevante, isso se não quiser sobreviver pela nostalgia dos seus fãs. E é exatamente o que está acontecendo com o rock, vivendo de shows que só vendem pela memória afetiva de quem os escutava nos anos 70, 80, 90 e 2000. Exemplo: a notícia de que Los Hermanos possa fazer um megashow no Maracanã no ano que vem (que me deixou muito animado).

O Lollapalooza apostando em atrações que não sejam de rock não é a causa, é o sintoma. Eu sou um veterano desse festival, fui em 2013 e 2014, além de ter ido no Planeta Terra de 2011 que é o “percussor” do Lolla. Mas logo não será possível encher um autódromo com 80 mil pessoas em dois dias para escutar as mesmas músicas tocada há 20 anos. É preciso trazer gente nova, tanto atrações quanto público, e sinceramente acredito que esses festivais gigantescos vão acabar. Não vão existir atrações que consigam reunir tanta gente, cada um vai escutar suas músicas favoritas no Spotify e vão ver os artistas que gostam em lugares menores, com cinco ou dez mil pessoas no máximo. É o caminho, a Era dos grandes shows de Rock’n’Roll acabou.

 

 Pode parecer que não, mas a sensação é que esse ano tivemos menos lesões na Pré-Temporada

Vi muita gente lamentando o número de lesões na Pré-Temporada, mas entrando na minha 9ª temporada acompanhando de perto a NFL fico com a sensação que esse ano tivemos menos jogadores se machucando. O fato da maioria ter ocorrido na terceira rodada contribui, mas não tivemos uma superestrela inquestionável caindo por lesão. Julian Edelman foi o principal nome que ficará fora de 2017, realmente uma pena mas os Patriots conseguirá sobreviver.

 

 Mayweather vs. McGregor foi melhor do que eu pensava

Eu temia que essa luta seguisse por dois caminhos:

a) a diferença de nível fosse tão absurda que Mayweather pudesse liquidar Conor no primeiro round sem qualquer resistência

b) Floyd se recusasse a correr qualquer risco e apenas controlasse os 12 rounds.

Mas acabou sendo o melhor que podia esperar, certamente a melhor luta do Floyd Mayweather que já vi. Apesar de ter feito aulas de boxe por um ano, não me considero especialista e para falar a verdade nem fã do esporte. É muito legal de praticar, mas nem tanto para assistir. Tenho 100% de convicção que MMA é mais legal que boxe e espero ver McGregor no octógono em breve. Agora José Aldo, você só pode zuar a derrota de um rival caso você não tenha sido nocauteado em 13 segundos.

 

 Enfim assisti ao ‘Iron Fist’ e discordo completamente das críticas ruins que a série recebeu

Depois de Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage serem sucessos de público e crítica, Iron Fist foi o primeiro passo em falso da Marvel no Netflix, com uma péssima avaliação de 17% no ‘Rotten Tomatoes’. Não foi isso exatamente que me afastou, mas simplesmente não havia assistido a essa série ainda e depois de ‘The Defenders’ resolvi dar uma chance e saí surpreso positivamente.

Pode ter sido que entrei com expectativas bem baixas, mas gostei muito de Iron Fist. A série tem problemas, como foco excessivo em certas partes não tão interessantes como o complicado relacionamento dos Meachum, mas no geral é uma boa primeira temporada. Gostei bastante de Danny Rand, o protagonista que é interpretado por Finn Jones, e principalmente depois do arco dele em ‘The Defenders’ estou ansioso para uma segunda temporada solo dele. O grande destaque, no entanto, fica com Colleen Wing, interpretada por Jessica Henwick. Colleen é uma guerreira com um passado complicado e a contraparte perfeita para Danny.

Eu não ia falar sobre esse tópico, mas acho importante. ‘Whitewashing’ significa basicamente o fato de Hollywood dar a atores brancos papéis de personagens que não são brancos, o que é um problema já que representatividade de minorias em filmes e séries é importante. Mas ao contrário do que é acusada, Iron Fist não é um exemplo disso. Danny Rand nos quadrinhos é branco e é interpretado por ator branco. Entendo quem gostaria de vê-lo interpretado por alguém que fosse asiático e sei que é um assunto importante, mas esse não é o caso com essa série.

 

 

 

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