Abrindo o Playbook – Esse é o Draft mais imprevisível que já acompanhei + Draftando os QBs dos últimos 4 anos

O Draft de 2018 ainda nem aconteceu e já é o mais divertido que acompanhei (como fã de NFL)

Como torcedor do New York Giants estou odiando esse Draft, mas tenho que admitir que essa é com folga a edição mais imprevisível e divertida que já acompanhei. Em anos anteriores já sabíamos mais ou menos o que aconteceria no topo a essa altura do campeonato, mas em 2018 tudo continua uma grande interrogação. Os Browns vão escolher Sam Darnold ou Josh Allen? O que os Giants vão fazer? Grandes chances de uma troca no top 5, será que algum time vai ter coragem de pagar o preço? Os Patriots tem duas escolhas de primeira rodada, o que farão com elas? São essas e muitas outras perguntas a serem respondidas.

Juro que estou tentando passar ano a ano na minha cabeça e não encontro um com tantas questões. 2017 basicamente já sabíamos que Myles Garrett seria a primeira escolha geral, mas acabaram acontecendo várias trocas para seleção de QBs e o primeiro dia foi bastante animado. Só que a expectativa não era tão grande como agora, o que não significa que na quinta-feira que vem a primeira rodada pode acabar sendo mais chata que o esperado.

2016: Era quase certeza que Goff seria a primeira escolha e Wentz a segunda

2015: Era quase certeza que Winston seria a primeira escolha e Mariota a segunda

2014: Esse foi bastante imprevisível também, Jadeveon Clowney era franco favorito para ser a primeira escolha geral e foi, com muita discordância sobre a ordem dos QBs e Bortles sendo o primeiro selecionado foi uma grande surpresa. Ninguém esperava também a queda de Johnny Manziel até a 22ª escolha.

2013: Luke Joeckel era considerado o favorito a ser o primeiro escolhido até os 35 do segundo tempo, mas algo tipo 48 horas antes do Draft acontecer especialistas começaram a colocar Eric Fisher como #1, o que se confirmou. Grande diferença entre um bust histórico e um bust mediano.

2012: Até tentaram criar uma narrativa dizendo o contrário, mas todo mundo sabia que Andrew Luck seria draftado pelo Indianapolis Colts, afinal foi por isso que a franquia não fez nenhum esforço para permanecer minimamente competitiva após a lesão de Peyton Manning. Os Redskins fizeram a troca para selecionarem com a segunda escolha geral com bastante antecedência, então no dia em si não houve muito drama.

2011: Cam Newton era favorito a ser a primeira escolha geral, mas lembro de um movimento Pró-Blaine Gabbert, que acabou não se confirmando no dia do Draft. Difícil encontrar uma primeira rodada com um top 5 mais forte do que o desse ano.

2010: Como acontece em muitos Drafts, havia um consenso quanto ao melhor quarterback (Sam Bradford) e melhor jogador (Ndamukong Suh). Os Rams tinham a primeira escolha e precisavam de um QB, os Lions vinham logo atrás e já possuíam o seu passador (Stafford). Sem muito drama. Havia muita curiosidade sobre qual time escolheria Tim Tebow, mas não era esperado que ele fosse sair logo no primeiro dia.

Bem esses foram os Drafts que acompanhei atentamente, alguns bem divertidos outros nem tanto. É muito improvável que esse ano não seja o mais legal de todos, tem simplesmente muuuuuuitas variáveis.

 

Draft dos QBs selecionados nos últimos quatro anos

O Podcast FA Hoje não vai passar a ter uma edição semanal. Excepcionalmente na semana passada só pudemos gravar uma vez por questão de problemas na agenda dos membros da equipe. Iríamos voltar normalmente a termos duas edições, mas o que aconteceu ontem foi que perdemos uma gravação ontem por problemas técnicos. Eu, o Rodrigo Moizéis e um convidado, Gabriel Queiroz do Liga dos 32, passamos pelas notícias e fizemos um exercício bem legal, um Draft com os quarterbacks selecionados de 2014 para frente. O resultado foi o seguinte:

Eu: Deshaun Watson, Dak Prescott e Jared Goff
Gabriel Queiroz: Carson Wentz, Derek Carr e Patrick Mahomes
Rodrigo Moizéis: Jimmy Garoppolo, Marcus Mariota e Jameis Winston

O Queiroz tinha a primeira escolha, Rodrigo a segunda e eu a terceira, no formato snake.

 

Escolhi acreditar em uma teoria sobre a estratégia dos Giants

A diretoria dos Giants está fazendo na imprensa que Saquon Barkley será o selecionado para tentar forçar o Cleveland Browns a garanti-lo com a primeira escolha geral e Sam Darnold sobrar para Nova York. Não sei como não tinha pensado nessa teoria, mas a li no Twitter e decidi acreditar nela. Pode ser um mecanismo de defesa para sobreviver até semana que vem? Provavelmente, mas prefiro pensar que essa é verdade ao invés de me resignar que as pessoas responsáveis pela franquia para qual torço são tão burras a ponto de gastar a segunda escolha na posição mais fácil de encontrar bons nomes em qualquer round.

 

Já decidi que gostei do Vingadores – Infinity War, falta apenas ver o filme

Vamos ser bem sinceros, não tem chance desse filme ser ruim. Com isso em mente vou desligar a parte analítica do meu cérebro em relação a ele e vou apenas curtir. Meu objetivo é sentar no cinema por 2 horas e meia sem pensar em mais nada, sem me preocupar com expectativas e compará-lo aos outros “capítulos” do MCU. Infinity War simplesmente não tem como não ser bom. E também não tem como ser o melhor filme de super herói de todos os tempos, porque é impossível contar uma história coesa com a quantidade de personagens que veremos. Mas que vai ser divertido vai. E no dia do Draft ainda! Dia 26 de abril vai ser agitado.

 

Experimentei esse Fortnite que a garotada tanto fala 

Resolvi dar uma chance a Fortnite, afinal todo mundo está jogando e é de graça. Foi um pouco deprimente porque confirmou uma impressão que eu já tinha: não sou bom o suficiente para jogar online, principalmente FPS. Os adolescentes que jogam isso tem anos e anos de prática nesse estilo de jogo online, que são todos mais ou menos parecidos, enquanto eu sempre preferi jogos de esporte e nunca tinha Live no meu Xbox por muito tempo. É um gap gigantesco que não sei se terei paciência para cobrir, em umas 20 partidas eu consegui matar umas quatro pessoas. Não estou exagerando.

Sobre o Fortnite especificamente, em um FPS online com dois gimmicks: construir casas e ser jogado numa ilha com outros 100 jogadores (que estou bastante cético se são realmente 100). É uma mistura de Counter Strike, Jogos Vorazes e Minecraft. Não vou dizer que não é bom, é legal sim, só não é muito divertido para mim que passo alguns minutos andando pelo mapa fugindo da tempestade, encontro alguém e prontamente sou assassinado. Sinto que não vou insistir por muito tempo. Esses jogos não são separados por níveis não? É um pouco frustrante saber que sou pior que jogadores da NBA como Ben Simmons, Lonzo Ball e outros. Os caras são atletas profissionais e no pouco tempo livre que possuem conseguem ser melhores que eu? Essa á minha motivação nesse momento.

 

Livro: Don’t Put Me In, Coach – Mark Titus

Como adiantei na última coluna, minha recomendação da semana é o Don’t Put me in Coach – My Incredible NCAA Journey from the end of the bench to the end of bench. O livro foi escrito por Mark Titus, colunista do ‘The Ringer’, contando a história da passagem dele pelo basquete universitário, mais especificamente quatro anos no banco no time de Ohio State, que nesse período contou com estrelas como Greg Oden (de quem Titus é amigo de infância), Mike Conley e Evan Turner.

Conheci Titus pelos Podcasts do ‘The Ringer’ (recomendei o Podcast dele, ‘One Shining Podcast’, aqui não tem muito tempo) e o mesmo bom humor dele no áudio aparece nas páginas do seu livro, com histórias hilárias que me fizeram rir alto enquanto lia. Você não precisa ser fã de basquete universitário para curtir, sem dúvidas, o único problema é que esse livro não tem tradução para o português e se quiser ler prepare o inglês. Vale muito a pena!

 

 

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