Abrindo o Playbook – Ausência nos OTAs não significa nada, desastre dos Cavas e Twittergate no 76ers

Coitado do LeBron

Antes de tudo, uma ressalva: esse elenco do Cleveland Cavaliers é ruim muito por culpa do LeBron James e a sombra que ele coloca em cima da franquia com seus contratos de um ano. Dito isso, tá dando pena dele em quadra. Ontem não só os outros jogadores não ajudaram como atrapalharam ativamente. JR Smith com a maior gafe talvez da história da NBA, mas não esqueci de você. George Hill, que estava quase chorando na hora de arremessar o segundo lance livre. Nem de você, Jordan Clarkson, que se tornou ontem provavelmente o pior jogador a pisar numa quadra em uma final.

Sobre a arbitragem, continuo com a mesma visão de qualquer esporte: os árbitros são ruim para todos e erram para todos, no geral as falhas contra e a favor se equilibram. Ter Jordan Clarkson em quadra por 17 prejudicou muito mais os Cavaliers do que os juízes.

29/05 foi o dia da publicação da minha reportagem sobre esportes favorita de todos os tempos: o “Twittergate” no Philadelphia 76ers

Sempre vou lembrar onde estava (ok, talvez não). Estava deitado no meu quarto, mexendo no celular antes de dormir, quando vi o Twitter pegando fogo com uma história do Philadelphia 76ers. Encontrei o link original, uma reportagem de Ben Detrick ótimo ‘The Ringer’ sobre a suspeita de que o GM dos Sixers, Bryan Colangelo, utilizava cinco fakes no Twitter para se defender nessa nessa rede social, atacar jogadores e vazar informações importantíssimas sobre o time. É completamente inacreditável.

Colangelo atacava Sam Hinkie, o autor do ‘The Process’ na Philadelphia, Jahlil Okafor, Nerlens Noel, Markelle Fultz e até Joel Embiid. O GM mandou vários replies para repórteres dizendo que eles deviam perguntar se Okafor teria sido reprovado em um exame médico numa possível troca com os Pelicans, criticou o comportamento de Noel e Embiid, dizia que o problema de Fultz (que passou a temporada quase toda machucado) era psicológico e chegou a “sugerir” a troca que ele acabou fazendo na vida real, para subir no Draft de 2017.

Vamos a alguns dos tweets:

O autor da reportagem diz ter sido abordado por uma fonte anônima que diz ter utilizado um programa de inteligência artificial que encontrou similaridades incríveis entre essas cinco contas, como todas seguindo o agente de Colangelo e o perfil oficial do time universitário pelo qual o filho dele joga. O repórter afirma ter perguntado à assessoria do 76ers sobre dois dos perfis e, após conversar com o executivo, o funcionário confirmou que uma das contas era de Bryan, só que detalhe: logo após isso, as outras três contas foram colocadas em modo privado. Não existe uma evidência maior do que essa, ele é o dono dono dos fakes.

Por que um homem de 52 anos em uma posição tão importante faria isso? Provavelmente insegurança e irritação do amor que a torcida do 76ers, agora, tem por Sam Hinkie. A franquia anunciou que fará uma investigação e é difícil de acreditar que não terminará com a demissão de Colangelo. Atacar jogadores e revelar estratégias no Draft é inaceitável, não dará para culpar os Sixers. A NFL precisa de maiss novelas como essa.

Enfim as pessoas perceberam que ausência nos OTAs não significa nada

O FA Hoje é um site de notícia e é o nosso trabalho noticiar como uma superestrela não aparece para os OTAs do seu time, principalmente quando a raiz disso é uma disputa contratual. Só que o público parece enfim ter percebido essa ausência não tem importância nenhuma. Claro, estamos falando das estrelas, jogadores que lutam por vaga no elenco não podem se dar esse luxo. Mas para caras como Tom Brady, Rob Gronkowski, Julio Jones, Le’Veon Bell e Aaron Donald isso não faz qualquer diferença. É até melhor, pergunta para Hunter Henry.

OTAs são voluntários e os jogadores mais estabelecidos vão cada vez mais pularem essa parte da preparação. Já estamos nos acostumando com isso, aparentemente.

 

A trilogia Before Sunrise – Sunset – Midnight é única, profunda e sofisticada

Os dois/três meses pós-Oscar são fracos para filmes. É uma hora boa, por falta de opção, de ver lançamentos antigos, de outros anos. Por um motivo quase aleatório cheguei ao ‘Before Sunrise’, o primeiro filme de uma trilogia… de romance. Isso que me deixou intrigado. Estamos acostumados a continuações de comédias, ações e, principalmente, filmes de super-heróis, mas não de romance. Confesso que fiquei com um pé atrás, mas não é uma comédia romântica sem cérebro, muito pelo contrário.

‘Before Sunrise’ é um olhar profundo no começo de um amor. Jesse, um americano viajando pela Europa, conhece Celine em um trem viajando para Vienna, da onde partirá de volta para os Estados Unidos. Após se darem bem e conversarem por horas, Jesse a convence a descer na mesma estação (ela estava indo para Paris) para passarem juntos as últimas horas dele na cidade. Não quero dar spoilers para caso você decida assistir, mas basicamente o ‘Before Sunset’ e, depois, ‘Before Sunrise’, passam cerca de dez anos de intervalo entre eles, em pontos diferentes do relacionamento dos dois.

A trilogia ‘Before’ é única, profunda e sofisticada, explorando o relacionamento dos dois. Não é um romance comum, mesmo nos dois primeiros mais otimistas, o terceiro, mais cínico e pessimista, definitivamente não. Mas é real, resultado da colaboração de um grande diretor (Richard Linklater) com dois dos melhores atores de suas gerações, Julie Delpy e Ethan Hawke. As longas cenas de diálogo entre o casal, com tomadas de muitos minutos, são pura arte graças um roteiro incrível. Assista!

 

Vi Vingadores – Guerra Infinita pela quarta vez no cinema e me diverti tanto quanto nas outras

Como gastei três parágrafos falando sobre uma trilogia de romance um pouco mais alternativa, vou contrabalancear falando do filme mais mainstream da história. Aproveitei esse feriado para ver Guerra Infinita pela quarta vez e me surpreendi com o quanto curti. Que filmaço, sério. Quando fizer a lista dos melhores filmes que vi em 2018, Vingadores será um grande concorrente ao topo. Se quiser o ranking do ano passado, clique aqui.

Filme: A Trilogia Before – Before Sunrise (1995), Before Sunset (2004) e Before Midnight (2013)

Tudo que eu já falei lá em cima, assista!

 

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