Abrindo o Playbook – 6 jogadores que + evoluíram em 2017 + Aventuras no Festival de Cinema do Rio

Hoje a Abrindo o Playbook será dividida em três partes. Me aconselharam a sempre ter como assunto principal algo relacionado a futebol americano, só que a coluna é minha e escrevo sobre o que quiser. É COINCIDÊNCIA que abrirei com NFL.

 

A NFL deveria ter um prêmio de ‘Most Improved Player’, como na NBA. Todo ano vemos jogadores dando um grande salto em relação às últimas temporadas, é justo premiarmos o que mais evoluiu. Vou listar cinco nomes que mais me impressionaram até agora.

Jared Goff, QB – Los Angeles Rams

Se esse prêmio realmente existisse, seria uma barbada. Jared Goff pulou de pior quarterback titular da NFL e Bust, para jogar em nível de Pro Bowler. Que diferença fazem um head coach competente e uma boa linha ofensiva. Goff tem um braço acima da média, muita mobilidade e consegue ser muito preciso em movimento. Ele será um MVP? Não sei, mas os Rams salvaram o investimento com a contratação de Sean McVay.

Devin Funchess, WR – Carolina Panthers

Todo Draft existe uma frase que soa muito inteligente cunhada pelo Mel Kiper Jr., Todd McShay, Mike Mayock ou Daniel Jeremiah (os quatro principais analistas de Draft dos Estados Unidos – e consequentemente do Mundo), que todo mundo vai repetir exaustivamente. Em 2015 era a seguinte: Cam Newton não é preciso com os passes, então ele precisa de WRs com um alcance grande, por isso o Carolina Panther selecionou Devin Funchess. Só que o gigante de 1,96m e 107kg foi péssimo nos seus dois primeiros anos, Péssimo mesmo. Mas isso mudou em 2017.

O tamanho médio de um cornerback na NFL é de 1,81m e 86kg. Ou seja, em média Devin Funchess é 15cm e 21kg maior que os caras que o marcam. Isso não foi muito bem utilizado por ele nas suas duas primeiras temporadas, mas agora Funchess está punindo os CBs. Suas rotas estão mais precisas e quando um cara desse tamanho está meio passo na frente da marcação, não há nada que possa fazer. Com Cam Newton quente do jeito que está, não existe defensive back que tenha resposta para ele.

James Bradberry, CB – Carolina Panthers

Eu fiquei em dúvida se ele se qualificava para essa lista, afinal Bradberry teve um excelente ano de rookie. Ainda desconhecido do público em geral, o CB continua evoluindo e validando o ótimo trabalho que essa franquia faz descobrindo e reciclando talento na secundária. James Bradberry vai ser Josh Norman? Não sei, ele tem as mesmas questões sobre esquema tático (jogar mais em zona que os principais CBs da Liga), mas Norman certamente não estava nesse nível já no ano 2.

Nelson Agholor, WR – Philadelphia Eagles

Após ser dado quase como carta fora do baralho na última temporada, Agholor deu a volta por cima e vem sendo um dos melhores slot receivers da NFL. Eu considerei colocar Zach Ertz nessa lista, mas o Tight End sempre mostrou o talento, simplesmente não conseguia consistência.

Leonard Floyd, OLB – Chicago Bears

Você achou que Leonard Floyd teve seu breakout game contra o Minnesota Vikings no Monday Night Football?

Sim né?

Essa pergunta foi um teste e você foi reprovado.

Leonard Floyd vem tendo uma ótima temporada, sendo mais consistente que na sua temporada de rookie que mostrou flashes, mas nunca conseguiu uma sequência (até por causa das duas concussões que sofreu). Floyd disparou nos rankings dos Drafts de 2016 na reta final e normalmente isso não dá muito certo. Nesse caso, os Bears parecem ter acertado.

Alex Smith, QB – Kansas City Chiefs

Mudei de ideia, não é barbada esse prêmio para Jared Goff. Quem imaginaria que Alex Smith daria esse salto de qualidade entrando na 12ª temporada da carreira? A chegada de Patrick Mahomes funcionou, mas para motivar o veterano. Dê o troféu imaginário para Smith.

 

Não pretendia que essa lista fosse a ultra-definitiva-verdade-absoluta. Só destaquei alguns dos nomes que me chamaram atenção assistindo aos jogos esse ano. Achou que eu esqueci de algum nome? Que tal me dizer com educação nos comentários ao invés de me xingar?

 

 

Palpites para a Temporada 2017/2018 da NBA

A Temporada Regular da NBA começa nesta terça-feira, uma das temporadas mais aguardadas da história depois de uma offseason completamente maluca. Como não quero limitar meus palpites errados a apenas um esporte, vou também dar os meus no basquete:

MVP: Kevin Durant, Golden State Warriors

Kevin Durant tem uma grande desvantagem nessa disputa por jogar no Golden State Warriors, por jogar com outras três estrelas. Ainda assim acredito que ele vai ter uma temporada à la LeBron 2012/2013, quando o então astro do Miami Heat teve um dos anos mais eficientes da história da NBA. Além disso, acho que Durant vai ser reconhecido pela sua evolução no lado defensivo e não ficaria surpreendido com sua escolha para 2nd Team All Defense.

Melhor Defensor do Ano: Kawhi Leonard, San Antonio Spurs

Mas Kawhi seria capaz de fazer cestas marcado pelo Kawhi?
Ele é o melhor defensor de perímetro da NBA, mesmo que os números não tenham sido bons na temporada passada. Leonard tem muito mais responsabilidade ofensivamente, mas depois de Draymond Green ter recebido o prêmio que merecia, o astro do Spurs voltará ao posto que merece. Se ele não estiver saudável para o começo do ano, pode atrapalhar.

Melhor Técnico do Ano: Brad Stevens, Boston Celtics

Brad Stevens é muito jovem, mas já é incrivelmente respeitado ao redor da Liga. Como vocês verão mais para frente, tenho expectativas altas para o Boston Celtics e acredito que o treinador vai conseguir tirar o melhor de Kyrie e integrar as novas peças do time.

Rookie of the Year: Ben Simmons, Philadelphia 76ers

Eu não concordo com a NBA deixar um jogador concorrer ao prêmio de Rookie se perder a sua primeira temporada por lesão, mas já que a regra permite e eu quero acertas meus palpites, vou com Ben Simmons. O arremesse será um grande problema, como vem sendo na Summer League, mas acredito que de cara ele já será um distribuidor incrível jogando como Point Foward. E vamos ser sinceros, ao contrário da NFL ser o melhor rookie na NBA não é difícil.

Most Improved Player: Nikola Jokic, Denver Nuggets

Quem me acompanha no Twitter sabe que o meu estilo de jogo é muito parecido com o do Jokic (ou o dele é com o meu), então sou parcial. Ele já é uma superestrela, falta o resto do Mundo perceber. Pela primeira vez o pivô começará o ano como titular e estrela incontestável do Denver Nuggets e ele vai se consolidar como um dos 15 melhores jogadores da NBA.

Final da NBA: Golden State Warriors vs. Boston Celtics

Não sei se o encaixe em Cleveland será rápido o suficiente com a lesão de Isaiah Thomas, por isso acredito que Boston vai conseguir interromper o domínio de LeBron no Leste. Preciso explicar o que vai acontecer no Oeste?

Campeão: Golden State Warriors em 5

É inevitável.

 

  

 

Minhas aventuras no Festival de Cinema do Rio 

O Festival do Rio começou na quinta-feira passada, dia 5 de outubro. É um festival, obviamente, de cinema, com muitas obras internacionais e um monte de outros eventos que sinceramente não me interessam, o que quero é ver filme. Para a minha sorte eu torci o tornozelo jogando basquete bem no dia da abertura e perdi algumas sessões que queria muito ir. Acabei indo em apenas duas e vi dois ótimos filmes, Logan Lucky e The Florida Project (entrarei em detalhes na parte das recomendações). Em geral gostei bastante da experiência, nos últimos anos meu interesse pela sétima arte tem aumentado bastante e fiquei feliz por ter participado. Mas não foi sem um momento engraçado.

No segundo dia, quando fui ver The Florida Project, entrei na sala com generoso pacote de pipoca, refrigerante e me sentei. Na hora que sentei, uma pessoa do festival começou a apresentar o filme, falando que teríamos uma palestra do diretor e na hora já fiquei impressionado, já que trata-se de uma obra que vem fazendo muito sucesso nos festivais internacionais e deve concorrer ao Oscar. Mas essa minha animação durou alguns segundos, porque não era The Florida Project e sim um filme italiano chamado ‘La Famiglia’.

“Ué”, pensei

Olho para os lados e percebo que só haviam pessoas de 40, 50 anos para cima. E conversando em italiano umas com as outras. A propósito, ninguém com pipoca. Estava na sala errada, então fui eu, minha pipoca e meu refrigerante em mãos, cruzar toda a sala e procurar a correta, onde o público era menos italiano, um pouco menos presunçoso, mais normal. Uma senhora do meu lado entrou com um café. Quem bebe café no cinema?!

Gostaria de ter ido à mais sessões, mas já foi um sacrifício ir com o meu tornozelo do jeito que estava (e está ainda). Fiquei satisfeito com a exibição de alguns filmes que vem fazendo sucesso nos festivais internacionais, apesar de terem faltado alguns. Ano que vem espero chegar saudável para o Festival do Rio.

 

Filme: The Florida Project (2017)

‘The Florida Project’ é um filme dirigido por Sean Baker (mesmo de ‘Tangerine’) e conta a história da pequena Moonee, de 7 anos, e as aventuras que se envolve com seus amigos na parte pobre de Orlando. Sua mãe, Halley, a teve na adolescência e tem o mais longe possível de uma vida estável, morando em um motel administrado por Bobby, interpretado por Willem Dafoe, que não só é o gerente mas precisa fazer o papel de figura paterna, não só de Moonee mas também de Halley, apesar das duas não apreciarem o que ele faz por elas.

É um dos melhores filmes do ano e começa a gerar muita buzz para Oscar de melhor filme. Você acompanha a história das crianças vivendo em uma bolha nas suas férias escolares, sem qualquer ideia dos problemas ao seu redor. Sean Baker faz um ótimo trabalho dando cor a esse grupo de pessoas, que existe realmente e que vive em condições adversas desde a crise de 2008/2009. É o ‘Moonlight’ desse ano (mesmo estúdio inclusive, A24) e pode dar ao cinema indie o segundo Oscar de melhor filme em dois anos.

 

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